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Você sabe o que é Ecoendoscopia?

Quando se trata de exames para visualização do sistema digestivo mais lembrado é a Endoscopia Digestiva Alta. Contudo, para casos específicos, outro exame pode ser necessário, de forma que visualize outros órgãos digestivos. Assim, o médico pode optar pela Ecoendoscopia Diagnóstica ou Terapêutica.

Confira abaixo algumas perguntas e respostas sobre este exame:


1. O que é?


A Ecoendoscopia ou ultrassom endoscópico é o método que associa endoscopia e ultrassonografia no mesmo exame.


2. Como funciona?


Um transdutor de ultrassom é conectado na extremidade do aparelho de endoscopia. O endoscópio é inserido no tubo digestivo pela boca, quando é a ecoendoscopia alta. Este tubo passa pelos segmentos esôfago, estômago e duodeno. O tubo também pode ser inserido através do ânus para os casos de ecoendoscopia baixa, passando pelo canal anal, reto e transição retossigmoide.


O objetivo do exame é visualizar partes específicas do intestino e região. Por exemplo, se um paciente tem um cisto de cabeça de pâncreas, a sonda de endoscopia é inserida até a 2ª porção duodenal, onde se encontra a cabeça do pâncreas. No exame de endoscopia só é possível avaliar o que está no interior do tubo digestivo. Mas, como o pâncreas está fora do tubo digestivo, é preciso o auxílio do ultrassom, para se ter uma imagem ecoendoscópica. Assim, é possível ver tudo o que está além da parede do tubo digestivo.


3. Qual é a diferença entre ecoendoscopia e endoscopia?


A endoscopia visualiza tudo o que está no interior do esôfago, estômago e duodeno, e somente a camada mucosa da parede. Já a ecoendoscopia, por tratar-se de uma ultrassonografia, visualiza não só a mucosa como as camadas da parede abaixo dela, que não podem ser visualizadas pela endoscopia: a camada submucosa, muscular própria e serosa. E além da parede, permite ao médico examinar o que está fora da parede, como órgãos (pâncreas, mediastino, baço, rins, suprarenais) e vasos.


4. Qual o preparo para realizar a ecoendoscopia?


Para a ecoendoscopia alta, ou seja, para avaliar esôfago, estômago ou duodeno, é necessário jejum de 8 horas. Se for ecoendoscopia baixa, ou seja, para avaliar canal anal, reto e transição retossigmóide, além do jejum será necessário tomar laxante para preparo intestinal. Contudo, é recomendado sempre tirar dúvidas com o médico e profissionais do local em que realizará o exame.


5. Para este exame é necessário que o paciente seja sedado?


O paciente pode ser sedado, como na endoscopia, ou anestesiado, como em uma cirurgia. Tudo dependerá do objetivo do procedimento, condições clínicas do paciente e patologias que possui. O exame pode durar entre 20 minutos a 1 hora. Por isso o tipo de sedação ou anestesia é definido no momento do exame, conversando sempre com o paciente.


6. O que é uma ecoendoscopia com punção?


É uma ecoendoscopia comum, exceto pela necessidade de realizar uma punção. A punção é como uma biópsia, onde há a retirada de fragmentos da lesão examinada que serão enviados para análise do patologista. Por ser feita com uma agulha ultra-fina, denomina-se punção. Essa agulha é passada pelo interior da sonda de ecoendoscopia até a lesão a ser puncionada. Se a lesão estiver na parede, a punção ultrapassa a camada mucosa e adentra nas outras camadas mais profundas (submucosa, muscular ou serosa). Caso a punção seja de uma lesão fora da parede (no pâncreas por exemplo), a agulha ultra-fina atravessará a parede do tubo digestivo, adentrando no interior da lesão e consequentemente, do órgão.


7. Quais são os riscos de se realizar uma ecoendoscopia?


As incidências de riscos por conta do exame são baixas. Contudo, podem ocorrer e são basicamente os mesmos de uma endoscopia ou colonoscopia, como: sangramento pós-punção e perfuração pela passagem do aparelho.


8. Quais são os tipos de Ecoendoscopia?


A ecoendoscopia pode ser: Diagnóstica ou Terapêutica.


a) Diagnóstica: o objetivo desta modalidade é identificar lesões não diagnosticadas por outros exames com: lesão no pâncreas, mediastino, parede do trato gastrointestinal, focos de endometriose intestinal. Diferenciar área de abaulamento no tubo digestivo entre lesão ou compressão extrínseca, diferenciar tumor de processo inflamatório, Puncionar nódulos, tumores, cistos, coleções, abscessos, tanto da parede do tubo digestivo quanto ao redor, Identificar a presença de microcálculos de vesícula biliar e vias biliares em pacientes com dor abdominal de repetição sem diagnóstico feito por outros métodos de imagem (principalmente no caso de pancreatite), Fazer estadiamento dos tumores do sistema digestivo orientando assim o tratamento a ser realizado, além do reestadiamento após o tratamento.


b) Terapêutica: Drenar pseudocistos de pâncreas que estejam causando sintomas no paciente. Drenar abscessos que estejam na parede do tubo digestivo ou próximo dele. Punção ecoguiada esvaziadora de cisto benigno, mas que esteja causando sintomas devido a compressão causada nas estruturas vizinhas (Nervo, vaso, outro órgão). Avaliação e ressecção (no mesmo exame) de lesões superficiais da parede do tubo digestivo (benignas ou malignas). Drenagem das vias biliares quando o paciente apresenta obstrução que impeça a drenagem pela colangiografia endoscópica (CPRE).


O Hospital SAHA possui uma estrutura adequada, com equipamentos eficazes para a realização do exame de Ecoendoscopia. O procedimento é feito em ambiente hospitalar, garantindo que o paciente tenha todos os aparatos necessários.


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Imagem: Freepik/Pressfoto

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